Zico critica cultura europeia e estilo de Paulo Sousa no Flamengo: 'Rodízio é bom na churrascaria'


O Flamengo ainda tenta engrenar na temporada 2022. Vice-campeão da Supercopa do Brasil e do Campeonato Carioca com o Rubro-Negro, o técnico Paulo Sousa ainda trabalha para encontrar uma equipe titular ideal, mas tem recebido críticas de parte da torcida e de um ídolo do clube em específico: ninguém menos do que Zico.

O eterno camisa 10 do time da Gávea, em entrevista ao diário O Globo, ‘cornetou’ as constantes mudanças nos times titulares do Flamengo de acordo com cada partida e comparou o trabalho de Paulo Sousa ao de Jorge Jesus, campeão da Conmebol Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2019.

“Eu sempre fui contra negócio de rodízio. É bom na churrascaria. Sou totalmente contra. Como técnico, a mesma coisa. O jogador quer jogar. O que ele deixar de jogar às vezes vai treinar mais que se fosse o jogo. Se vai treinar firme, porque não pode jogar? No jogo é olho no olho”, disse Zico.

“Se machucou, dane-se. Para mim, meu time é esse, e esse que vai jogar. Com Jesus entrava sempre o mesmo time, quando precisava tirava um ou outro. Futebol é conjunto, coletivo. Quanto mais treina junto, mais você joga junto, mais você une”.

Para o Galinho de Quintino, o Flamengo jamais poderia abrir mão do ‘quadrado mágico’ formado por Everton Ribeiro, Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol. Além disso, de acordo com o craque, uma equipe, uma vez entrosada, se cansa menos e desperta o que há de melhor nos atletas.

“A meu ver, por exemplo, o Arrascaeta jogava numa posição diferente com o Jorge Jesus. Acho que o Flamengo hoje não pode abrir mão desse quarteto (Arrascaeta, Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabigol). Num jogo um ou outro não está bem, mas eles se entendem de olho fechado. E eles todos querem jogar”.

“Quando você ganha, tem mais vontade de jogar. Nosso time queria estar em campo todo dia. Estava feliz. O coletivo faz correr menos, estava sempre organizado para atacar e defender, o desgaste é menor. Se está espaçado, cada dia um time, hoje o Rodinei, amanhã o Isla, depois o Matheuzinho. Cada um tem uma característica, uma maneira de ser. Futebol é assim”, finalizou.


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