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Erros individuais, fragilidade
no combate direto, lentidão nos movimentos defensivos e falta de criatividade no ataque. Mudou o técnico, continuaram os problemas, e a pressão aumenta sobre os jogadores na péssima fase do Flamengo no Brasileirão após a derrota por 3 a 1 para o Inter, na fria noite de sábado, no Beira-Rio, em Porto Alegre.

Sem mais Paulo Sousa para assumir o carimbo de culpado, o Flamengo foi presa fácil para um Inter que soube atacar os pontos fracos do rival desde o minuto inicial. Literalmente.

Wanderson fez 1 a 0 com 50 segundos em lance que é um combo do que de pior o time tem apresentado - em especial na série de três derrotas consecutivas no campeonato. Do erro de Filipe Luís com a perda de posse até a finalização, o gol escancarou a fragilidade defensiva.

O cruzamento para trás encontrou Wanderson também com muita liberdade para chapar no contrapé de Diego Alves. Era tudo que Mano Menezes queria: vantagem rápida para se fechar e apostar nos contragolpes. Deu certo!

Por mais que tivesse maior posse de bola (69%), a presença rubro-negra era inoperante no campo ofensivo. Girava a bola sem achar espaços e não assustava a meta de Daniel. Por outro lado, se expunha e foi daí que outro erro individual foi fatal.

Éverton Ribeiro errou passe, os zagueiros ficaram expostos, e Wanderson foi lançado em velocidade para novamente chapar no canto esquerdo de Diego Alves: 2 a 0 com um roteiro que ditou o primeiro tempo. Bastava acelerar as ações que o Inter levava perigo.

Com Marinho no lugar de Thiago Maia e Bruno Henrique dando maior profundidade na esquerda, o Flamengo ganhou velocidade na tomada de decisão. Após jogada pelo lado, Gabriel se chocou com Mercado pelo alto dentro da área em lance que a Central do Apito indicou como pênalti. Nada foi marcado.

O time ficou mais vertical, Andreas Pereira deu um passo atrás para tentar armar e a pressão surtiu mais efeito. Foi justamente com jogada de Bruno para Andreas escorar de primeira que o Flamengo descontou e parecia que iria pressionar pelo empate. Mas não foi o que aconteceu.

Com as mexidas de Mano Menezes, o Inter voltou a atacar em velocidade os espaços de um Flamengo que se abria e igualou um jogo aberto. O terceiro gol colorado, no entanto, parecia mais maduro desde que Pedro Henrique serviu Taison, que chutou para fora com Diego Alves batido.


No fim, o próprio Pedro Henrique decretou o placar após marcação de pênalti inexistente de Matheuzinho: 3 x 1 Inter. Dessa vez, não tem Paulo Sousa para culpar. Os jogadores precisam assumir a parte que lhes cabe nesse deserto de ideias que se tornou o Flamengo.

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