Andreas faz comparações entre Dorival e Paulo Sousa: "Você não pode chegar no Marinho e falar: joga dois toques"


Andreas afirmou que Dorival Júnior transformou o Flamengo porque estimulou os jogadores a fazerem o que estavam acostumados e os tirou de um momento de crise de autoconfiança.

- Desde o primeiro momento que ele chegou no Flamengo. No primeiro jogo com o Internacional, ele viajou do Ceará, chegou e conversou com a gente. Falou: "Esse grupo tem tudo". Falou tudo que o grupo queria ouvir, deu confiança. A gente estava num momento que pensava: "Será que a gente é bom mesmo?".

- Nós não fazíamos 10 passes seguidos, tomando "taca" de qualquer time. Falei: "Pô, mano, tá f...". Deu confiança para todos os jogadores, não só para os 11. Comigo ele foi incrível, fenômeno mesmo.

Andreas Pereira disse que Paulo Sousa começou a travar os jogadores com uma série de privações em campo.

- Ele falou: "Andreas fica à vontade". Com o Paulo Sousa, a gente ficava "aqui não pode fazer isso, ali pode fazer aquilo". Chega uma hora em que você fica travado. Você tem o seu instinto que aprendeu a jogar bola e acaba travando. Os treinadores europeus têm mais isso de falar que não pode arriscar em tal lugar do campo. Mas o treinador sabe como falar com cada jogador e a forma.

- Não dá para você chegar para o Marinho, que dribla bem e chuta bem, e falar: "Marinho, vamos jogar dois toques". Fala para mim: "Pô, Andreas, joga dois toques e não pode fazer passe arriscado". Aí é complicado. Dorival chegou e falou: "Fica à vontade, faz o que vocês se sentem bem".

Por fim, questionado se vai cobrar medalha em caso de título da Libertadores, o atleta disse ter direito. E brincou com o fato de o time ter disparado justamente após sua saída para a Inglaterra.

- O último jogo que joguei foi com o Tolima. Já estávamos decolando, ganhei o jogo, saí do Mengão, e eles decolaram (risos). Joguei sete jogos, tem que jogar no mínimo seis. Fiz um golzinho, então estamos na área (risos).
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