Gabigol x Luizão: quem leva a melhor no duelo de goleadores campeões pelo Flamengo?


Fala daqui, fala de lá, e os números falam o quê? A proximidade de Gabigol se tornar o maior artilheiro brasileiro da história da Libertadores deu início a um inesperado confronto de gerações. Atual detentor do posto, Luizão se comparou com o atacante do Flamengo, que respondeu de maneira irônica. Mas afinal, quem tem mais razão nessa resenha de muitos gols?

Os números e o faro artilheiro do camisa 9 do Flamengo, aos 25 anos, com as marcas de Luizão, que se aposentou em 2009, aos 34. E o tira-teima pende a favor do ídolo rubro-negro.

- Feliz por quebrar mais um recorde, espero passar o Luizão. Vai ter que falar de mim de novo (risos). Espero que a gente continue assim, fazendo gols e com a vitória.


Tudo começou quando Luizão, diante da iminente perda do posto de maior goleador da Libertadores, falou sobre Gabriel. Em entrevista à Jovem Pan no último dia 19, o ex-jogador de 46 anos, que também defendeu o Flamengo e foi campeão da Copa do Brasil de 2006, provocou.

- O Gabigol é um grande jogador, mas eu sou melhor do que ele. É só ver os números, o que eu ganhei, é jogar com 22 pontos na cara, jogar com infiltração na sola do pé. Eu o acho um grande jogador, poderia ser muito melhor. Se ele for menos marrento, ser mais tranquilo e se dedicar. Eu não sou contra, ele tem que fazer mais e vai me passar como o jogador com mais gols na Libertadores. Alguém vai passar, é um grande jogador, agora quero ver fazer 15 numa Libertadores.



Dos sete quesitos escolhidos, Gabriel leva a melhor em quatro (gols no Brasileirão, na Copa do Brasil, pela Seleção e artilharias), enquanto Luizão tem vantagem nos outros três (Libertadores, títulos e gols na Europa). Ainda em atividade, porém, Gabigol está próximo de superá-lo em dois desses.

O mais próximo é justamente o que deu início ao debate. Com os dois gols marcados contra a Universidad Católica, o jogador do Flamengo soma 26 pela Libertadores contra 29 de Luizão. Só nesta edição da competição, Gabi tem garantido mais três jogos. Além disso, tem mais dois em vista pela iminente classificação às oitavas de final.

Mais Gabigol assumiu a vice-artilharia brasileira da Libertadores.

São 25 gols pelo Flamengo no torneio, distribuídos da seguinte forma: nove em 2019 - ano em que fez os gols do título da segunda Libertadores rubro-negra, contra o River - e outros 16 em vermelho e preto (dois em 2020, 11 em 2021 e mais três na atual edição). Em 2018, ele fez um pelo Santos.

Gabi está na cola do concorrente também em número de títulos. São 14 contra 12 com Libertadores, Brasileirões e conquista com a camisa da seleção para os dois lados, Luizão da Copa de 2002 e Gabriel dos Jogos Olímpicos de 2016.



Ao longo da vitoriosa carreira, Luizão venceu seis estaduais, um Brasileirão, duas Libertadores, uma Copa do Brasil, um Mundial de Clubes, uma Taça da Liga Alemã, um Rio-São Paulo e uma Copa do Mundo, enquanto Gabi tem, além do ouro olímpico, cinco estaduais, dois brasileiros, duas Supercopas, uma Recopa e uma Libertadores.

Quando o assunto é a camisa da Seleção, Luizão até tem mais relevância pela participação na campanha do penta, mas é Gabi quem soma mais gols no time principal: 5 a 4. A estatística mais difícil para o jogador do Flamengo superar é a de gols na Euro

Apesar de também não ter tido grande destaque como teve em território nacional, Luizão balançou as redes dez vezes por La Coruña e Hertha Berlim. Já o concorrente fez apenas dois na passagem discreta por Inter de Milão e Benfica.

Se os dois carregam consigo a alcunha de artilheiros, é Gabriel quem mais faz por merecer em termos literais. E isso se dá muito pela superioridade nas duas principais competições do Brasil: Brasileirão (94 x 76) e Copa do Brasil (24 x 20).


Duas vezes artilheiro da disputa em pontos corridos e três vezes da competição em mata-mata, Gabi foi o goleador máximo em nove campeonatos, enquanto Luizão em somente dois. O ex-jogador foi dominante na Copa do Brasil de 1996 e na Libertadores de 2000, quando fez 15 gols.

Entre números que falam por si só, Gabriel e Luizão travam duelos de gerações com a certeza de muita bola na rede. E aí, quem foi melhor?

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