Por que Éverton Ribeiro voltou a exibir no Flamengo o futebol que o levou à seleção


Éverton Ribeiro tem como principal objetivo na temporada coroar os últimos anos atuando em alto nível no Flamengo com uma convocação para a Copa do Mundo. Para alcançar a meta, o meia de 33 anos sabia que teria que iniciar 2022 deixando para trás a má impressão que deixou em 2021. Foi quando se viu diante de um trabalho de um novo técnico que chegou para reconstruir o Flamengo. Deslocado para uma nova função em meio ao rodízio de Paulo Sousa, o meia precisou de mais de três meses para exibir o futebol que o levou à seleção, diante do Talleres, pela Libertadores, quando marcou duas vezes. O último gol havia sido há quase dois meses.


Ribeiro foi titular em apenas 10 dos 19 jogos do Flamengo desde janeiro. Em outros seis, entrou no decorrer da partida, como tem acontecido com todo elenco diante de observações que duraram todo o Estadual, e continuam com a chegada de mais jogadores. A volta de Éverton ao setor de criação pelo lado direito, após testes em outras funções, lhe possibilitaram grande subida de produção.

Contra o Talleres, o camisa sete foi o segundo jogador com mais passes certos, atrás apenas de Willian Arão. Foi também quem mais finalizou, duas vezes, com 100% de aproveitamento. E quem mais deu assistências para finalização, quatro. Na estreia da Libertadores, diante do Sporting Cristal, o meia ainda esteve tímido em todos esses quesitos. Foram poucos passes, nenhuma finalização, e nenhuma assistência para tal. Tanto que no jogo seguinte, contra o Atlético-GO, iniciou no banco.


— A melhor resposta é em campo, somos cobrados pelo que já desempenhei. Quero fazer melhor e mais pelo Flamengo. Só posso fazer melhor quando a equipe está bem — declarou Ribeiro após a vitória no Maracanã na terça-feira.


Ainda que tenha passado por um momento em baixa, Ribeiro jamais se queixou nos bastidores. O meia chegou a ser observado pelo mercado diante das opções de Paulo Sousa que pareciam lhe dar como opção apenas a ala esquerda. Com a sequência dos jogos, o técnico português deu o braço a torcer e Ribeiro mudou de lado. Nas últimas partidas, seu mapa de calor deixa clara a maior participação em jogadas por onde se sente mais confortável. Ribeiro afirmou que nunca houve panela para derrubar Paulo Sousa e deixou uma mensagem em seu Twitter que resume o seu sentimento.


"Visto essa camisa com orgulho, sempre darei meu sangue por ela. Dedico esses dois gols para aqueles que sempre estiveram do meu lado e me apoiaram nos bons e maus momentos", desabafou.




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